“Uma aliança baseada na Bíblia” – Israel reabre embaixada na Zâmbia e expande laços diplomáticos e econômicos em toda a África
Israel inaugurou uma nova embaixada na Zâmbia na quarta-feira, marcando a renovação das relações após décadas. A Zâmbia estabeleceu relações diplomáticas com Israel em 1966, mas as rompeu em 1973 sob pressão da Organização da Unidade Africana, a partir da Guerra do Yom Kippur.
A nova embaixada, inaugurada pelo Ministro das Relações Exteriores do Estado de Israel, Gideon Sa'ar, e seu equivalente na Zâmbia, Mulambo Haimbe, está localizada em um prédio que pertenceu à comunidade Judaica do país.
“É uma honra estar em Lusaka para a inauguração da embaixada de Israel”, disse Sa'ar, destacando os esforços para fortalecer a cooperação entre Israel e a Zâmbia em “agricultura, saúde e muito mais”.
Sa'ar também agradeceu ao Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, pela sua amizade com Israel e salientou como a inauguração da embaixada marcava “o início de um novo capítulo entre as nossas nações. Uma aliança de crentes em tradições antigas, baseada na Bíblia”.
Israel is returning to Zambia. Israel is returning to Africa.
— Gideon Sa'ar | גדעון סער (@gidonsaar) August 20, 2025
In the presence of ministers in the government of Zambia, and senior officials, I just opened Israel's embassy in Lusaka, Zambia's capital.
After 52 years, the Israeli flag is again being proudly raised in Zambia. 🇮🇱🇿🇲 pic.twitter.com/uB9i052VY1
Após o fim da Guerra Fria, a Zâmbia e Israel restabeleceram relações diplomáticas em 1991. A Zâmbia estabeleceu uma embaixada em Tel Aviv em 2015. A decisão de Israel de abrir uma embaixada na Zâmbia faz parte de uma estratégia mais abrangente de Jerusalém para ampliar e fortalecer os laços diplomáticos e comerciais com as nações Africanas.
Em agosto de 2023, o presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, visitou Israel.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, que recebeu Hichilema, elogiou as “excelentes” relações bilaterais entre Israel e a Zâmbia.
“A Zâmbia é um grande país com o qual Israel tem mantido excelentes relações há muitos anos”, afirmou Herzog em uma cerimônia em Jerusalém.
“Acreditamos nessa cooperação e no avanço econômico de nossas relações. Há tantas coisas que podemos compartilhar em tecnologia, agricultura, ciência, saúde e tantas outras áreas”, afirmou Herzog.
O líder da Zâmbia agradeceu pessoalmente a Israel pela ajuda que o país Africano recebeu ao longo dos anos.
“Vossa Excelência, como Zâmbia, somos gratos por muitas coisas que seu país fez e continua fazendo por nós. Sou beneficiário do patrocínio educacional Israelense no nível de graduação”, disse Hichilema, elogiando “a enorme experiência de Israel em tecnologia na agricultura, saúde, água e outras áreas”.
A comunidade Judaica da Zâmbia foi fundada em 1905, principalmente por imigrantes da Letônia e da Lituânia. Na década de 1950, ela havia crescido para cerca de 1.200 membros. Notavelmente, o economista Americano-Israelense, Stanley Fischer, ex-governador do Banco de Israel, nasceu lá. Ao longo das décadas, a emigração levou ao declínio dessa comunidade e, em 2024, acreditava-se que apenas 11 Judeus permaneciam no país. O renovado agir de Israel na África se estende muito além da Zâmbia, com um interesse crescente em todo o continente em fortalecer os laços com o Estado Judaico.
Em julho, seis nações – Etiópia, Seychelles, Costa do Marfim, Gabão, Guiné-Conacri e República Democrática do Congo – lançaram grupos pró-Israel com o objetivo de aprofundar as relações com Jerusalém. A medida é vista como uma das mudanças positivas mais significativas nas relações entre a África e Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Em 2024, durante uma conferência em Adis Abeba, os países Africanos apresentaram a proposta de criação dos Acordos da Rainha de Sabá, um quadro inspirado nos Acordos de Abraham e destinado a reforçar as relações entre Israelenses e Africanos.
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