O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa durante uma sessão plenária especial em homenagem ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Knesset, o parlamento de Israel em Jerusalém, em 13 de outubro de 2025. (Foto: Yonatan Sindel/Flash90)
O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu e altos funcionários de segurança realizaram recentemente consultas sobre a ameaça Iraniana, em meio a relatos de esforços acelerados para reabilitar o programa de mísseis balísticos do Irã, informou a Kan News na noite de domingo.
Espera-se que a questão seja levantada durante a próxima reunião de Netanyahu com o Presidente dos EUA, Donald Trump.
Autoridades Israelenses estão expressando dúvidas de que Trump daria luz verde a um amplo ataque aéreo que poderia levar a uma grande escalada, mesmo que justificado pela reativação do programa de mísseis do Irã.
Em Jerusalém, há esperança de que uma reportagem da NBC sobre possíveis planos operacionais que estão sendo considerados por Israel ajude a esclarecer a questão para os Americanos antes da reunião entre Netanyahu e Trump.
O primeiro-ministro deve se reunir com o presidente dos EUA em 29 de dezembro em Mar-a-Lago, na Flórida, onde deve argumentar que os desenvolvimentos em Teerã colocam em risco não apenas Israel, mas também os interesses dos EUA e da região.
De acordo com a reportagem, autoridades em Jerusalém acreditam que o Irã está reconstruindo as capacidades de produção danificadas em ataques anteriores e trabalhando para restaurar seus sistemas de defesa aérea — uma avaliação definida como uma ameaça mais imediata do que a questão nuclear.
Autoridades Israelenses disseram à Kan News na noite de domingo que o Irã parece estar fazendo esforços intensivos para reabilitar partes dos sistemas que foram severamente danificados durante a Operação “Rising Lion” há cerca de seis meses, particularmente nas áreas de mísseis balísticos e defesa aérea.
Ao mesmo tempo, eles observaram que Israel avalia que os números reais são significativamente menores do que os relatados pela mídia estrangeira.
A possibilidade de uma escalada envolvendo o Irã ressurgiu em parte devido à pressão sobre Teerã, que está sendo usada em retórica contra Israel e os Estados Unidos para fins internos.
Isso inclui uma queda acentuada no valor da moeda local, aumento dos preços — especialmente dos combustíveis — e uma grave crise hídrica. Israel está acompanhando de perto os acontecimentos no Irã, em coordenação com os Estados Unidos.