As companhias aéreas internacionais hesitam em retomar as rotas para Israel em meio a uma situação de segurança instável.
As companhias aéreas internacionais continuam a adiar o retorno a Israel, deixando os viajantes com menos opções de voos e preços de verão exorbitantes, mesmo com algumas empresas retomando cautelosamente as operações no Aeroporto Internacional Ben Gurion.
A British Airways e a espanhola Iberia anunciaram esta semana o adiamento da retomada dos voos para Israel, refletindo a incerteza contínua em torno da situação de segurança regional.
Os atrasos ocorrem em um momento em que os viajantes israelenses se apressam para garantir passagens para as férias de verão, em meio à capacidade reduzida das companhias aéreas e às tarifas mais altas.
A British Airways havia planejado inicialmente retomar voos limitados em julho, mas informou esta semana que o serviço não começará antes de 1º de agosto, com possíveis novos atrasos dependendo dos desdobramentos na região. A Iberia, que esperava retomar os voos ainda antes, disse que só retomará as operações em 27 de julho.
Os anúncios seguem a decisão da American Airlines, na semana passada, de suspender os voos de e para Israel até pelo menos 6 de janeiro de 2027, ressaltando a cautela que muitas das principais companhias aéreas internacionais permanecem, apesar dos sinais de estabilização regional.
Ainda assim, várias companhias aéreas estão prosseguindo com os planos de retomar os voos mais cedo, apostando que a forte demanda compensará os riscos operacionais e de segurança.
A companhia aérea húngara de baixo custo Wizz Air anunciou que planeja retomar os voos de Londres, Budapeste, Bucareste, Larnaca, Varsóvia, Milão e Roma a partir de 28 de maio. A empresa afirmou estar trabalhando em estreita colaboração com agências de segurança e seguradoras para garantir o cumprimento dos requisitos de segurança e acredita que a demanda nessas rotas justificará os riscos envolvidos.
Ao mesmo tempo, a empresa alertou que os horários podem mudar rapidamente se as condições piorarem, o que significa que os passageiros também enfrentam incertezas ao reservar passagens que podem ser canceladas com pouco aviso prévio.
Diversas companhias aéreas regionais já retomaram rotas mais curtas conectando Israel a destinos próximos. A Cyprus Airways e a Tus Airways operam voos entre Tel Aviv e Larnaca, enquanto a Blue Bird Airways retomou o serviço entre Tel Aviv e Atenas.
A companhia aérea de baixo custo flydubai foi uma das primeiras companhias aéreas internacionais a retomar os voos para Israel há algumas semanas, enquanto a Etihad Airways retomou os voos entre Tel Aviv e Abu Dhabi.
Várias companhias aéreas africanas e da Ásia Central também retomaram operações limitadas, embora a maioria das principais companhias aéreas europeias, canadenses e americanas permaneça cautelosa quanto ao retorno.
O otimismo cauteloso entre as companhias aéreas surge em um momento em que a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) atualizou sua avaliação do ambiente de segurança regional, afirmando que o cessar-fogo entre Israel, os EUA e o Irã continua em vigor, enquanto outros conflitos na região permanecem em intensidade relativamente baixa.
A avaliação trouxe algum alívio às companhias aéreas que consideram retornar a Israel, embora as seguradoras continuem realizando suas próprias avaliações de risco, que influenciam fortemente as decisões das companhias aéreas.
Um dos anúncios mais significativos veio do Grupo Lufthansa, que inclui Lufthansa, Swiss, Austrian Airlines, Brussels Airlines e Eurowings. O grupo afirmou que planeja retomar o serviço limitado de passageiros e carga de e para o Aeroporto Ben Gurion a partir de 1º de junho, embora os voos permaneçam sujeitos a revisões de segurança contínuas e ainda possam ser cancelados com pouco aviso prévio.
Apesar do retorno gradual de algumas companhias aéreas, a EASA continua recomendando que as companhias aéreas evitem o espaço aéreo sobre o Líbano, Iraque e Irã.
Algumas companhias aéreas também expressaram preocupação com o grande número de aeronaves militares americanas atualmente estacionadas no Aeroporto Ben Gurion, o que reduziu o espaço disponível para operações comerciais. Autoridades do setor também alertaram que a presença de aeronaves da Força Aérea dos EUA pode tornar o aeroporto um alvo potencial para mísseis iranianos, caso as hostilidades sejam retomadas.
The All Israel News Staff is a team of journalists in Israel.