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Ministro israelense adverte: se o Hamas não se dissolver dentro de algumas semanas, “as Forças de Defesa de Israel farão o que sabem fazer”.

Orit Strock, Ministra para Assentamentos e Missões Nacionais, no Knesset, em Jerusalém, em 12 de junho de 2025. (Foto: Chaim Goldberg/Flash90)

A ministra para Assentamentos e Missões Nacionais, Orit Strock, disse que Israel deve voltar a combater na Faixa de Gaza se o Hamas não for desarmado dentro de algumas semanas, como parte da segunda fase do plano de Trump.

Em entrevista hoje à Kan News no programa de rádio “This Morning”, Strock enfatizou: “Eles terão um prazo curto, algumas semanas, eu presumo, após o qual as Forças de Defesa de Israel farão o que sabem fazer, e desta vez sem reféns”.

Membro do partido Sionismo Religioso, Strock disse que ela e o presidente do partido, o ministro das Finanças Bezalel Smotrich, se opõem a qualquer plano de Trump para Gaza. “Achamos que é um erro”, disse ela. No entanto, Strock enfatizou que o acordo reflete o apoio internacional a um possível retorno à ação militar.

“A melhor coisa que o presidente Trump fez neste acordo foi garantir um acordo internacional de que o Hamas não deve estar lá e que Gaza deve ser completamente desmilitarizada, e é isso que estamos buscando. É por isso que é bom termos chegado à fase dois, e ela será implementada”, disse ela.

Strock acrescentou que, como membro observador do Gabinete, ela é responsável pelas decisões tomadas lá, apesar de sua oposição ao plano de Trump. “Muitas vezes minhas observações foram levadas em consideração, embora nem sempre. Mesmo antes de 7 de outubro, eu alertei sobre o que iria acontecer e, infelizmente, poucas pessoas me ouviram. Sou uma espécie de ‘observadora de campo’ neste gabinete e no governo”, disse ela.

Strock disse que o conceito de domínio israelense em Gaza foi “manchado e deslegitimado”, referindo-se a um documento publicado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em resposta à investigação do Controlador do Estado sobre o dia 7 de outubro de 2023. “Qualquer pessoa que ler esses documentos verá que todos os chefes das agências de segurança e todos os representantes públicos no gabinete rejeitam imediatamente e se distanciam da idéia do domínio israelense em Gaza”, disse ela.

“Gaza faz parte da terra de Israel de acordo com a Torá, a lei judaica e o direito internacional”, acrescentou Strock.

Strock expressou seu apoio ao assentamento em Gaza. Traçando um paralelo com a Judeia e Samaria (Cisjordânia), ela observou que a criação de “centenas de pequenos assentamentos, fazendas e similares” resultou em “controle efetivo” sobre a situação e a população palestina.

Strock abordou ainda a questão do emblema da Autoridade Palestina ser usado pelo comitê tecnocrático de Gaza, observando que o nome havia sido alterado para “Comitê Nacional”.

“Este não deveria ser um órgão ‘nacional’ que governa a Faixa de Gaza, mas um órgão tecnocrático local que administra os assuntos civis na região”, disse ela.

Dikla Aharon-Shafran is a correspondent for KAN 11 news.

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