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Israel envia delegação a Doha, Qatar, sem mandato para discutir a Fase 2 do acordo de cessar-fogo

Autoridades alertam sobre a condição dos reféns restantes após a libertação de três reféns debilitados no sábado

Demonstrators protest against the Israeli government and for the release of Israelis held hostage in the Gaza Stripc outside Hakirya Base in Tel Aviv, January 11, 2025. Photo by Itai Ron/Flash90
Manifestantes protestam contra o governo Israelense em frente ao Quartel General da Defesa em Tel Aviv, em 11 de janeiro de 2025, pela libertação dos Israelenses mantidos como reféns na Faixa de Gaza (Foto: Itai Ron/Flash90)

O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, que retornou a Israel na noite de sábado após uma viagem à Casa Branca a convite do Presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou o envio de uma delegação a Doha, no Qatar. O objetivo da delegação é participar de conversas relacionadas à primeira fase do acordo de cessar-fogo em andamento para a libertação dos reféns.

De acordo com relatos da mídia Hebraica, a delegação foi sem um mandato para iniciar as negociações sobre os termos da segunda fase do acordo de cessar-fogo. Netanyahu também mudou a composição da delegação.

De acordo com o Channel 12 news e o Walla news, a delegação enviada ao Qatar “não tem um mandato real. Ela não tratará de nada relacionado ao segundo estágio”.

O Channel 12 citou um alto funcionário de Israel familiarizado com as negociações, que disse que Netanyahu enviou a delegação para agradar o governo Trump.

“Witkoff pediu que uma delegação partisse e Netanyahu está fazendo isso, entre outras coisas, para não dar ao Hamas motivos para desmanchar o acordo”, afirmou a fonte.

O Israel Hayom informou que uma fonte da comitiva de Netanyahu disse que as discussões com os mediadores haviam começado sobre a possibilidade de estender a primeira fase do acordo de reféns em vez de passar para a segunda fase ao final dos quarenta e dois dias.

Entre as mudanças na equipe de negociação, o Coordenador de Prisioneiros e Pessoas Desaparecidas, Gal Hirsch, e um oficial sênior do Shin Bet que substituiu o chefe do Shin Bet, Ronen Bar, na equipe, são as novas adições.

Um oficial de segurança disse ao site de notícias Hebraico Maariv que Hirsch foi adicionado à delegação “para garantir a integridade do governo nas negociações e para determinar que nenhum progresso está sendo feito para o segundo estágio nesse meio tempo”.

A delegação de nível de trabalho teria sido autorizada a viajar para o Qatar para continuar as discussões técnicas até que o gabinete de segurança, que está programado para se reunir na segunda-feira, finalize sua posição para a próxima rodada de negociações.

As autoridades Israelenses disseram que “o tempo urge”, tanto pela situação dos reféns, quanto pelo fato de que a primeira fase já está na metade. As negociações para a segunda fase deveriam ter começado no 16º dia do cessar-fogo. O sábado marcou o 22º dia da primeira fase.

Depois de ver a condição debilitada dos três reféns que retornaram no sábado, Or Levy, Eli Sharabi e Ohad Ben Ami, o Primeiro-Ministro Netanyahu disse que Israel “não permitiria que a situação ficasse sem solução e tomaria as medidas apropriadas”.

Um oficial sênior da defesa criticou a resposta de Netanyahu, chamando-a de declaração política.

“O que ele esperava? Não deveria ter sido uma surpresa para ele. O Primeiro-Ministro está familiarizado com o material de inteligência e com os pareceres médicos. Com o passar do tempo, as libertações podem se tornar mais difíceis em termos da visibilidade dos reféns”, disse a autoridade. “É uma declaração para a comunidade, porque essas fotos são politicamente prejudiciais para ele, mas não há nenhuma essência nisso.”

Após as críticas, um funcionário próximo a Netanyahu respondeu, dizendo: “Não sabíamos de uma política de fome deliberada. Há comida na Faixa de Gaza há muitos meses, e essa magreza extrema certamente nos surpreendeu”.

O Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos divulgou uma declaração pedindo que Netanyahu reúna urgentemente o gabinete de segurança.

“Como, após as imagens chocantes de Eli, Ohad e Or nesta manhã, o Gabinete não se reúne imediatamente? Que outra prova é necessária para que os tomadores de decisão entendam a urgência crucial de devolver os 76 sequestrados?”, perguntou o Fórum.

“O Primeiro-Ministro enviou a delegação de negociação ao Qatar com um mandato claro e completo - para concluir o acordo com urgência, até o retorno do último sequestrado, em uma forma e data conhecidas com antecedência.” 

The All Israel News Staff is a team of journalists in Israel.

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