Manifestação “Pare de armar Israel” antes da maior feira de armas do mundo, a Defence and Security Equipment International (DSEI), em Newham, Londres, Reino Unido, em 18 de agosto de 2021. (Foto: Shutterstock)
O Ministério da Defesa Israelense anunciou na sexta-feira que retirou sua participação oficial na Exposição e Feira Comercial de Defesa (DSEI) de 2025, em Londres, depois que o governo do Reino Unido “impôs restrições unilaterais”.
De acordo com um comunicado, as limitações foram impostas à “participação oficial de representantes do governo Israelense e das forças armadas Israelenses”.
Um porta-voz do governo confirmou ao Politico que, embora as empresas Israelenses pudessem participar, “A decisão do governo Israelense de intensificar ainda mais sua operação militar em Gaza é errada. Como resultado, podemos confirmar que nenhuma delegação do governo Israelense será convidada a participar da DSEI UK 2025”.
“Essas restrições equivalem a um ato deliberado e lamentável de discriminação contra os representantes de Israel”, disse o Ministério da Defesa Israelense, anunciando que, portanto, “se retiraria da exposição e não montaria um pavilhão nacional”.
“As indústrias Israelenses que optarem por participar, no entanto, receberão todo o apoio do Ministério”, acrescentou o comunicado.
A DSEI é uma importante exposição de armas que acontece em Londres a cada dois anos. É organizada pela Clarion Defence and Security Limited com o apoio oficial do governo e das forças armadas.
O porta-voz do governo disse ainda ao Politico: “Deve haver uma solução diplomática para acabar com esta guerra agora, com um cessar-fogo imediato, o retorno dos reféns e um aumento da ajuda humanitária ao povo de Gaza.”4
Autoridades Britânicas também afirmaram que a proibição poderia ser suspensa se Israel “demonstrasse compromisso com o cumprimento do direito internacional humanitário nos Territórios Palestinos Ocupados”, informou o site Politico.
O Ministério da Defesa Israelense criticou a decisão: “Em um momento em que Israel está agindo em várias frentes contra extremistas Islâmicos e organizações terroristas — forças que também ameaçam o Ocidente e as rotas marítimas internacionais —, essa decisão da Grã-Bretanha favorece os extremistas, dá legitimidade ao terrorismo e introduz considerações políticas totalmente inadequadas para uma exposição profissional da indústria de defesa.”
As relações entre Israel e o Reino Unido ficaram tensas desde a invasão e o massacre do Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023.
O governo do Reino Unido reduziu os laços comerciais e ameaça reconhecer um estado Palestino, a menos que Israel “tome medidas significativas que levem ao fim da situação em Gaza”.
Em junho, o governo Francês impediu empresas Israelenses de exibir algumas armas no Paris Air Show, após solicitar que Israel exibisse apenas suas armas de defesa.