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Opinião

As pedras podem falar?

Canto sudeste das muralhas do Monte do Templo com o Arco de Robinson e o parque arqueológico do Centro Davidson, na Cidade Velha de Jerusalém (Foto: Shutterstock)

Ao pé do extenso Muro Ocidental do Monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém, encontra-se uma grande pilha de pedras que pesam várias toneladas. Esses escombros permanecem nesse local há dois mil anos, desde o dia em que as legiões Romanas destruíram o Templo e retiraram essas pedras do monte, em 70 d.C. Aconteceu exatamente como Yeshua havia previsto: “Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.”

Mas durante esses dois milênios de desolação de Jerusalém, os ventos quentes do deserto cobriram completamente esses grandes blocos de construção com camadas de poeira, tornando-os invisíveis aos olhos. Foi somente após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, que arqueólogos Judeus puderam entrar na Cidade Velha, escavar o monte e descobrir os escombros dos edifícios do Segundo Templo. Com espanto e admiração, todos contemplaram aquelas enormes pedras trabalhadas exatamente como haviam caído no nono dia do mês Hebraico de Av, em 70 d.C., rachando o pavimento abaixo. 

À medida que os trabalhadores removiam as toneladas de terra que chegavam a cerca de cinco metros e meio acima do Muro das Lamentações, um deles de repente descobriu algumas inscrições Hebraicas antigas gravadas naquela parede. Como uma cena de “Os Caçadores da Arca Perdida”, o arqueólogo limpou a terra para contemplar as palavras gravadas: “Quando seus olhos virem isso, seu coração se alegrará, e seus ossos florescerão como a grama”. Eram as palavras proféticas do capítulo final do rolo de Isaías 66:14, originalmente inscrito no século VIII a.C.

Mas essa era apenas a primeira metade do versículo, que continua dizendo: “Pois a mão do Senhor será revelada aos Seus servos, e Sua fúria aos Seus inimigos”. Essa descoberta veio à tona imediatamente após a derrota milagrosa dos exércitos Árabes invasores, que vieram para destruir o jovem e restaurado Estado Judaico, mas acabaram conseguindo devolver Jerusalém aos seus proprietários originais após dois mil anos de dispersão e exílio. Foi essa mesma vitória improvável que também devolveu as terras de Judá e Samaria aos seus antigos proprietários, onde estavam os túmulos de seus antepassados, desde Hebron até o rio Jordão. Isso é o que tem sido motivo de discórdia entre as potências deste mundo até hoje.

Portanto, sim, parece que as pedras podem falar, ainda estão lá para todos verem, e elas transmitem uma mensagem relevante sobre os nossos tempos e épocas — para aqueles que têm ouvidos para ouvir.

A pedra na parede do Monte do Templo com a inscrição de Isaías 66:14 (Foto: Bracha Reich/A Cidade de Davi)

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