Israel & Embaixador dos EUA, Huckabee, criticam declaração internacional que condena a “matança desumana de civis” por Israel em Gaza
O ministro das Relações Exteriores, Sa'ar afirma que alguns países têm “obsessão contra Israel”
O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, rejeitou veementemente uma declaração conjunta assinada por 25 países, a qual criticou duramente a conduta de Israel na guerra em Gaza, e foi elogiada pela organização terrorista Hamas.
A declaração ecoou as alegações do Hamas de que Israel matou mais de 800 Palestinos que buscavam ajuda nas últimas semanas e denunciou a “distribuição gradual de ajuda e o assassinato desumano de civis”.
“O elogio do Hamas à declaração do grupo de países é a melhor prova do erro que cometeram – parte deles por boas intenções e parte por obsessão contra Israel”, escreveu o Ministro das Relações Exteriores, Sa'ar, no 𝕏.
“Nós, os signatários abaixo listados, nos unimos com uma mensagem simples e urgente: a guerra em Gaza deve acabar agora”, dizia a declaração.
If Hamas embraces you - you are in the wrong place.
— Gideon Sa'ar | גדעון סער (@gidonsaar) July 21, 2025
Hamas’s praise for the statement by the group of countries is the best proof of the mistake they made – part of them out of good intentions and part of them out of an obsession against Israel.
We are at a very sensitive moment… pic.twitter.com/ZLr7y0KdqD
“O sofrimento dos civis em Gaza atingiu novos níveis. O modelo de entrega de ajuda do governo Israelense é perigoso, alimenta a instabilidade e priva os habitantes de Gaza da dignidade humana.”
“A negação do governo Israelense de assistência humanitária essencial à população civil é inaceitável. Israel deve cumprir suas obrigações sob o direito internacional humanitário”, continuou a declaração.
A declaração foi assinada pelos ministros das Relações Exteriores da Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.
Israel manteve durante toda a guerra que não havia limitações à entrada de ajuda humanitária, exceto por algumas semanas no início deste ano, e pediu às organizações internacionais que expandissem suas operações no enclave.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou a declaração como “desconectada da realidade” e alertou que ela enviaria uma mensagem errada ao Hamas, observando que ele está atualmente atrasando as negociações para um novo cessar-fogo.
“Em vez de concordar com um cessar-fogo, o Hamas está ocupado a fazer uma campanha para espalhar mentiras sobre Israel. Ao mesmo tempo, o Hamas está deliberadamente agindo para aumentar o atrito e prejudicar os civis que vêm receber ajuda humanitária.”
“Nestes momentos delicados das negociações em curso, é melhor evitar declarações deste tipo”, acrescentou o ministério.
O Hamas disse que “acolheu com satisfação” a declaração conjunta, elogiando-a por reconhecer a “política de fome” de Israel.
“Se o Hamas te abraça, você está no lugar errado”, comentou Sa’ar em uma declaração separada no 𝕏. “Os países devem agir com responsabilidade e evitar cair na armadilha do Hamas!”
O Embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, concordou, chamando a declaração de “repugnante” em uma postagem em sua conta no 𝕏.
“25 nações pressionam Israel ao invés de pressionar os selvagens do Hamas! Gaza sofre por um motivo: o Hamas rejeita TODAS as propostas. Culpar Israel é irracional”, escreveu Huckabee.
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