A Força Aérea Israelense anunciou na segunda-feira a destruição de um centro espacial na capital, Teerã, utilizado para o desenvolvimento de capacidades de ataque contra satélites, incluindo satélites de defesa israelenses.
As Forças de Defesa de Israel afirmaram que o centro continha laboratórios estratégicos usados para pesquisa e desenvolvimento de satélites militares, coleta de informações e direcionamento de fogo contra alvos em todo o Oriente Médio.
O centro também foi usado para desenvolver programas espaciais militares, incluindo o satélite Chamran-1, construído pela Indústria Eletrônica do Ministério da Defesa do Irã e lançado ao espaço em setembro de 2024 pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Tanto os EUA quanto Israel afirmaram que o trabalho do Irã no foguete de combustível sólido Ghaem-100, usado para lançar o satélite Chamran-1, era um exemplo de tecnologia de dupla utilização, que também poderia ser usada para desenvolver um míssil balístico intercontinental (ICBM), representando uma ameaça real para Israel e o Ocidente em geral.
Os militares disseram que o centro “representava uma ameaça aos satélites do Estado de Israel e aos ativos espaciais de outros países do mundo”.
A destruição do centro espacial soma-se a um ataque realizado na última sexta-feira contra outro centro de pesquisa espacial pertencente à Agência Espacial Iraniana em Teerã.
Durante anos, o regime iraniano investiu muitos recursos no desenvolvimento de capacidades de guerra espacial, afirmou a Força de Defesa de Israel (IDF). Isso fez parte de seus esforços para expandir suas capacidades militares, a fim de ampliar seu alcance de ameaça, minando a estabilidade regional e internacional.
“A IDF continuará a agir para proteger suas capacidades em todas as dimensões: em terra, no ar, no mar e no espaço”, declarou o Exército.
A declaração da IDF representou uma rara comunicação da Unidade 9900, que opera dentro da Diretoria de Inteligência da IDF e é responsável pela coleta de inteligência visual e geoespacial usando satélites e drones, entre outros sensores.
A Unidade 9900 desempenhou um papel crucial na Operação Rising Lion de 2025, identificando ameaças de mísseis superfície-superfície e superfície-ar, ajudando a garantir rotas de voo seguras para os pilotos da Força Aérea Israelense (IAF) que visavam as baterias de mísseis balísticos e de defesa aérea do regime.
Na Operação Leão Rugidor, a unidade continuou desempenhando esse papel, ajudando a identificar alvos críticos para os ataques militares, enquanto Israel e os EUA prosseguem com seus ataques para eliminar a capacidade do Irã de ameaçar seus vizinhos do Oriente Médio.
A Unidade 9900 também está envolvida na criação de mapas de alvos, incluindo mapas de edifícios, auxiliando tanto pilotos quanto tropas terrestres a saberem a localização precisa de um alvo, minimizando, ao mesmo tempo, as baixas civis.